domingo, 6 de novembro de 2011

|conversão|


“No pátio fora feito um fogo; pois era a hora mais fria da noite, mesmo antes do amanhecer. Um grupo estava reunido perto do fogo, e Pedro tomou presunçosamente lugar no mesmo. Não desejava ser reconhecido como discípulo de Cristo. Misturando-se descuidosamente com a multidão, esperava ser tomado por algum dos que levaram Jesus para a sala.” DTN, 710.
“Ao incidir, porém, a luz no seu rosto, a porteira lançou-lhe um penetrante olhar. Notara que ele tinha entrado com João, observara-lhe na fisionomia o abatimento e pensou que poderia ser um discípulo de Cristo. Ela era uma das servas da casa de Caifás, e estava curiosa. Disse a Pedro: "Não és também um dos Seus discípulos?" Pedro sobressaltou-se e ficou confuso; instantaneamente se fixaram nele os olhares do grupo. Fingiu não a compreender, mas ela insistiu e disse aos que a rodeavam que esse homem estava com Jesus. Pedro sentiu-se forçado a replicar e disse, zangado: “Mulher, não O conheço.” (Lc 22:57). Foi a primeira negação, e imediatamente o galo cantou.
Pedro procurou não manifestar interesse no julgamento do Mestre, mas tinha o coração confrangido de dor ao ouvir as cruéis zombarias e ver os maus-tratos que Ele estava sofrendo. Mais ainda, estava surpreendido e irritado de que Jesus assim Se humilhasse a Si e a Seus seguidores, submetendo-Se a esse tratamento. A fim de ocultar o que na verdade sentia, procurou unir-se aos perseguidores de Jesus em seus intempestivos gracejos. Seu aspecto, no entanto, não era natural. Estava representando uma mentira, e conquanto procurasse falar despreocupadamente, não podia suster expressões de indignação ante os abusos acumulados contra o Mestre.
Pela segunda vez foi a atenção chamada para ele, sendo novamente acusado de ser seguidor de Jesus. Declarou então, com juramento: “Não conheço tal homem.” Outra oportunidade lhe foi dada ainda. Passara-se uma hora, quando um dos servos do sumo sacerdote, sendo parente próximo do homem cuja orelha Pedro cortara, lhe perguntou: “Não te vi eu no horto com Ele?” “Também este verdadeiramente estava com Ele, pois também é galileu.” “Tua fala te denuncia.” Diante disso Pedro se exaltou. Os discípulos de Jesus eram notados pela pureza da linguagem, e para enganar bem a seus interlocutores e justificar o aspecto que assumira, Pedro negou então ao Mestre com imprecação e juramento. Novamente o galo cantou. Pedro o ouviu então e lembrou as palavras de Jesus: “Antes que o galo cante duas vezes, três vezes Me negarás.” (Mc 14:30).
Quando os degradantes juramentos acabavam de sair dos lábios de Pedro e o penetrante canto do galo lhe ressoava ainda no ouvido, o Salvador voltou-Se dos severos juízes, olhando em cheio ao pobre discípulo. Ao mesmo tempo os olhos de Pedro eram atraídos para o Mestre. Naquele suave semblante leu ele profunda piedade e tristeza; nenhuma irritação, porém, se via ali.
A vista daquele rosto pálido e sofredor, daqueles trêmulos lábios, daquele olhar compassivo e cheio de perdão, penetrou-lhe a alma como uma seta. Despertou-se a consciência. Ativou-se a memória. Pedro recordou sua promessa de poucas horas antes, de que havia de ir com seu Senhor à prisão e à morte. Lembrou-se de seu desgosto quando, no cenáculo, Ele lhe dissera que havia de negar seu Senhor três vezes naquela noite. Pedro acabava mesmo de declarar que não conhecia a Jesus, mas compreendia agora com amarga dor quão bem o Senhor o conhecia e quão exatamente lhe lera o coração, cuja falsidade nem ele próprio conhecia.
Olhou uma vez mais para o Mestre, e viu sacrílega mão levantada para Lhe bater na face. Incapaz de suportar por mais tempo a cena, precipitou-se, coração quebrantado, para fora da sala.
E avançou, pela solidão e a treva, sem saber nem cuidar para onde. Encontrou-se, enfim, no Getsêmani. Testemunhou novamente a cena na sala do julgamento. Foi-lhe tortura ao coração a sangrar, saber que ajuntara maior peso à humilhação e pesar do Salvador. No próprio lugar em que Jesus derramara a alma em agonia perante o Pai, Pedro caiu sobre o rosto e desejou morrer.” DTN, 710-713.
“Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam.
E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes.
Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor. Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos.
E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” João 21:1-17
“E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos. E lançaram mão deles, e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois já era tarde. Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil.
E aconteceu, no dia seguinte, reunirem-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas, e Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, e João, e Alexandre, e todos quantos havia da linhagem do sumo sacerdote. E, pondo-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse:...” Atos 4:1-8
“... Anás e Caifás, com os outros dignitários do templo, reuniram-se para o julgamento, e os prisioneiros foram trazidos perante eles. No mesmo recinto, e diante de alguns dos mesmos homens, Pedro tinha vergonhosamente negado seu Senhor. Isto lhe veio claramente à memória, ao comparecer ele próprio para ser julgado. Agora tinha oportunidade para reparar sua covardia.
Os presentes que se lembravam da parte que Pedro havia desempenhado no julgamento de seu Mestre, lisonjeavam-se de que ele seria intimidado pela ameaça de prisão e morte. Mas o Pedro que negara a Cristo na hora de sua maior necessidade, era impulsivo e cheio de confiança própria, diferindo grandemente do Pedro que fora trazido perante o Sinédrio para ser interrogado. Depois de sua queda ele se havia convertido. Não era mais orgulhoso e jactancioso, mas modesto e sem confiança em si mesmo. Estava cheio do Espírito Santo, e pelo auxílio deste poder estava resolvido a remover a mancha de sua apostasia, honrando o nome que repudiara.” AA, 62-63.
Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo, e vós, anciãos de Israel, visto que hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo, e do modo como foi curado, seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.” Atos 4:8-13.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

|oração pelos enfermos|

Hoje pela manhã estive lendo o livro Conselhos Sobre Regime Alimentar, de Ellen White. Esta seção, intitulada Oração Pelos Enfermos chamou minha atenção para a realidade do por que Deus "não pode" atender muitas das nossas oração reclamando saúde. Veja que forte isto!

"A reforma de saúde é um ramo da obra especial de Deus para benefício de Seu povo. ...

Vi que o motivo por que Deus não ouvia mais plenamente as orações de Seus servos pelos doentes entre nós, era que Ele não podia ser glorificado nisto enquanto eles estivessem violando as leis da saúde. E vi também ser Seu desígnio que a reforma de saúde e o Instituto de Saúde preparem o caminho para que a oração da fé possa ser plenamente atendida. A fé e as boas obras devem andar de mãos dadas no aliviar os doentes que há entre nós, e em prepará-los para glorificar a Deus aqui e serem salvos na vinda de Cristo. Testimonies, vol. 1, pág. 560.

Muitos têm esperado que Deus os guarde de enfermidades, meramente porque Lho suplicaram. Mas Deus não deferiu suas orações, porque sua fé não foi conformada pelas obras. Deus não operará milagres para livrar de enfermidades aqueles que não cuidam de si mesmos, mas estão de contínuo violando as leis da saúde, e não fazem esforços para evitar as enfermidades. Quando fazemos tudo que podemos para ter saúde, então podemos esperar que abençoados resultados se sigam, e podemos pedir com fé a Deus que abençoe nossos esforços pela preservação da saúde. Ele responderá então a nossas orações, se Seu nome puder ser glorificado por isto. Mas compreendam todos que há uma obra para fazerem. Deus não operará de maneira miraculosa para preservar a saúde de pessoas que estão seguindo um caminho que fatalmente os fará enfermos, por causa de sua desatenção para com as leis da saúde.

Os que condescendem com o apetite, e então sofrem em virtude de sua intemperança, e tomam drogas para se aliviarem, podem estar certos de que Deus não Se interporá para assegurar-lhes a saúde e salvar-lhes a vida tão temerariamente posta em perigo. A causa produziu o efeito. Muitos, como último recurso, seguem a indicação da Palavra de Deus, e solicitam as orações dos anciãos da igreja para a restauração de sua saúde. Deus não considera apropriado responder a orações feitas em favor de tais pessoas, pois sabe que se tiverem restaurada a saúde, voltarão a sacrificá-la sobre o altar do apetite doentio. Spiritual Gifts, vol. 4, págs. 144 e 145."

Citação em Conselhos Sobre regime Alimentar, 25, 26.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

|a última lágrima|


“Bem Aventurados os que choram , por que serão consolados.” Mateus 5:4
Esta sentença de Jesus soa paradoxal não é?! Parece algo como “felizes os infelizes”. Mas existe beleza nas palavras de Cristo. Primeiramente, o texto se refere ao choro e tristeza, por causa do pecado; o arrependimento e o desespero da angústiade ter pecado e ferido a Cristo.
Mas num segundo plano, aqui Jesus promete consolo aos que sofrem pelas agruras da vida, provações amargas; morte, separação, dor, angústia, todas estas coisas provocam aquilo que não é fraqueza, nem motivo de vergonha, o choro. Chorar, lágrimas, geralmente são o resultado de alguma experiência triste. Ao lembrarmos de alguém que já faleceu, que está longe, ou alguma mágoa, frequentemente deixamos nossas emoções extravasarem através das lágrimas.

Me lembro de uma sexta-feira, quando ainda morava sozinho aqui em Cascavel, quando cantei no meu culto de pôr-do-sol o hino 452, e ao lembrar-me de minha mãe, chorei como uma criança, sozinho, ao sentir saudade da minha casa.
Alguns filósofos dizem que “chorar diminui a profundidade da dor”; “não há nada de errado em – de vez em quando – chorar e pedir a Deus que nos coloque no colo.” Lágrimas, não estão restritas a idade, gênero, descendência, geografia, horário. Não existem critérios para chorar.

Antes da entrada do pecadono Universo, não haviam lágrimas no Céu. Os seres viviam em harmonia. Palavras de amor, gestos de bondade permeavam a atmosfera celeste. De Deus emanava toda boa dádiva. Vida, luz, bondade e amor eram os elementos preponderantes, até que se achou o pecado no coração de Lúcifer; aquele que fora o anjo mais honrado da hoste celestial. A inveja da posição de Cristo, e a cobiça de ser tal qual Deus, motivaram este anjo, que era magnífico em esplendor, a levantar dúvidas sobre a autoridade de Deus e Cristo.

Finalmente o orgulho tomou conta do coração de Lúcifer, e a rebelião instaurou-se. Deu-se incio ao Grande Conflito, e a primeira lágrima foi derramada. O próprio Cristo chorou pelo seu anjo, agora caído:

“Um anjo do Céu está passando. Ele [Lúcifer] o chama e suplica uma entrevista com Cristo. Isto lhe é concedido. Então, relata ao Filho de Deus que está arrependido de sua rebelião e deseja voltar ao favor divino. Está disposto a tomar o lugar que previamente Deus lhe designara e sujeitar-se a Seu sábio comando. Cristo chorou ante o infortúnio de Satanás mas disse-lhe, como pensamento de Deus, que ele jamais poderia ser recebido no Céu. O Céu não devia ser colocado em perigo.” MM 1971, Vidas que Falam, pág. 10.
Desde então, ao entrar a rebelião aqui na Terra, o Homem tem sofrido, e chorado. Adão e Eva foram os primeiros da raça humana a provar o sabor amargo das lágrimas. Após terem sido enganados pelo próprio satanás, foram expulsos do Jardim do Éden. Mas ainda não haviam tido uma noção exata da malignidade do seu pecado. Porém Adão, “ao testemunhar [...] os primeiros sinais da decadência da natureza com o cair das folhas e o murchar das flores, chorou mais sentidamente do que os homens hoje choram os seus mortos. História da Redenção, 55.A tristeza encheu o espírito do santo par, e agora, choraram intensamente a morte do seu amado filho Abel, assassinado pelo próprio irmão. Os anjos também choraram ao verem Adão e Eva sucumbindo à tentação de satanás.
Davi teve de lidar com as lágrimas constantemente. Ora por perder amigos, ora por causa do seu pecado. Quando o profeta Samuel morreu “Davi não pôde estar presente ao sepultamento de Samuel; mas chorou-o tão sentida e ternamente como um filho fiel o poderia fazer por um pai dedicado.” Patriarcas e Profetas, 664. Alguns anos mais tarde ele também choraria amargamente pelo seu melhor amigo Jônatas e seu pai Saul, mortos na guerra. II Samuel 1:17-27.

Talvez o momento da morte seja o mais difícil para segurar as lágrimas. Nesses momentos nós não conseguimos disfarçar, ou correr da dor. As lágrimas são as marcas de um funeral, um sepultamento. É ali que vemos o verdadeiro resultado do Grande Conflito cósmico que nos cerca, e refletimos à respeito da vida. São essas lágrimas que nos levam a pensar: qual o propósito disso tudo? Quando isso vai acabar? Você já se deparou com a morte de alguém que amava? Eu não posso imaginar a dor que você sente hoje. Talvez no seu coração haja alguma ferida que provoca lágrimas quando você está sozinho no seu quarto.Pode ser que a lembrança daquela pessoa querida que se foi há algum tempo, ainda lhe tire lágrimas dos olhos. Talvez a distância, o remorso, uma tragédia encham seus olhos de água. E neste exato momento há uma lança que atravessa o seu coração e faz você sangrar.

Eu não sei o que faz você chorar, mas eu conheço alguém que sabe. Eu conheço alguém que chorou quando em frente ao túmulo do seu melhor amigo, eu conheço um homem que chorou pela sua própria cidade que o havia de negar. Chorou quando seu primo João Batista foi decapitado injustamente. Eu conheço um Homem-Deus chamado Jesus Cristo que chorou.
Você tem um Deus que te entende, ele sabe a sua dor, e conheçe cada lágrima que você derrama. Mesmo lá, no seu travesseiro molhado, ele pode te ver e te consolar. Eu fico imaginando Deus chorando junto conosco quando perdemos alguém que nós amamos, ou quando passamos por um momento difícil da vida. Compadecer-se não é apenas um sentimento de empatia, compadecer-se é sentir compaixão, e compaixão é colocar-se no lugar do outro. Quando a Bíblia diz que Jesus Cristo se compadece de nós (Hebreus 4:15), ela está nos dizendo que Jesus se coloca no seu lugar, que Ele sente com você a mesma dor que você, que Ele chora as mesmas lágrimas que você. E isso me mostra que Ele é o único que pode secar essas lágrimas pra você.
Sabe por que Jesus diz que aqueles que choram serão consolados? É por que Ele mesmo vai pegar um lenço e vai passar no rosto de cada um que chorou enquanto esteve aqui.

Mas há um detalhe curioso sobre chorar. Nós também sabemos que quando estamos emocionados, muito alegres, também choramos. Existe o choro da alegria. Aquele choro da tristeza curada pelo remédio da consolação. Eu imagino que esse será o choro que Jesus vai limpar do nosso rosto. O choro da emoção de ter chegado ali, no Céu, de ter alcançado as promessas. De ter vencido a morte. Cruzado os obstáculos. O choro de rever os filhos, pais, amigos que a morte nos tirou. Choro de emoção, o choro da vitória!
E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Apocalipse 21:4
Deus sabe das suas lágrimas. Ele entende você. Que você receba-O. Não pra que você pare de chorar, pois enquanto vivermos aqui nossos olhos ainda produzirão muitas lágrimas. Mas apélo pra que você O aceite, permita que Ele te console, e se prepare para que naquele dia Ele enxugue sua última lágrima. Ele prometeu que será a última.
Assim como no início do Grande Conflito a primeira lágrima foi derramada, no final deste Conflito será enxugada a última lágrima.



segunda-feira, 14 de março de 2011

|você sabe que dia é hoje?|

Olá amigos. Há algum tempo senti uma forte impressão do Espírito Santo para falar de um assunto escatológico e relevante no contexto dos eventos finais que vivemos. Depois de pesquisas e estudos preparei uma mensagem que preguei no dia 26 de fevereiro na IASD Central de Cascavel. E agora estou disponibilizando tanto o produto desta pesquisa como a apresentação (postagem abaixo).
Pra quem quiser, faça bom uso, e que Deus lhe abençoe.


Você Sabe que Dia é Hoje?
Quero começar com essa pergunta, e desafiá-lo a responde-la durante o estudo desta manhã.
Leitura: Daniel 12:4.
O livro que o anjo disse ficaria fechado é o próprio livro de Daniel, selado até o fim do tempo. Mas quando esse tempo chegasse ele seria aberto, investigado e o conhecimento da sua mensagem profética, se expandiria.
Outro detalhe do texto é que o livro de Daniel ficaria fechado até o “tempo do fim” (v.9). E esse “tempo do fim” começa em 1798, segundo outra profecia de Daniel, que encontra-se em Daniel 7:25. Nessa época ocorreu um renovado interesse pelo estudo de Daniel em vários lugares do mundo, assim como indicou o verso 4.
Neste despertamento espiritual do século 19, um reavivamento pelo estudo das profecias acompanhou este movimento. E principalmente no que se refere as profecias de Daniel e Apocalipse. Dentre os homens que propuseram-se averiguar o texto e dissecá-lo, houve um em especial, Gulherme Miler. Ele se dispôs a não avançar no estudo dos textos seguintes enquanto não compreendesse plenamente o significado do texto anterior. Miler estudou determinadamente a Bíblia, mas deparou-se com um texto cujo significado parecia-lhe obscuro. Este era o texto de Daniel 8:14. Leiamos.
Após um longo período de oração e estudo, Miler concluiu que este texto falava a respeito do regresso de Jesus. Mas como assim? Dizia ele que no final desses 2300 dias, o santuário, ou seja, a Terra, seria purificado, e essa purificação só seria possível com o retorno de Jesus. Em miúdos: Jesus retornaria no final dos 2300 dias.
Porém surgem três questões: 1) o que são esses 2300 dias; 2) quando eles começam; 3) e quando terminam.
1) Segundo a ciência que interpreta a Bíblia (hermenêutica), quando o assunto é profecias, dias são equivalentes a anos literais. Ou seja, 2300 dias proféticos, são 2300 anos literais. Uma semana profética são sete anos literais. E assim por diante.
2) Um estudo de Daniel 9:25 mostra que esse período dos 2300 anos inciam-se no outono de 457 a.C. Não temos condições de estudar detalhadamente esta cálculo, em razão do tempo.
3) Partindo então da data de início, 457 a.C. + 2300 anos, chegamos no outono de 1844.
Então, baseado nestes cálculos, Guilherme Miler começa a pregar por toda costa leste dos EUA que Jesus regressaria no outono de 1844. Multidões aglutinavam-se para ouvir as novas do regresso do Messias. Milhares vendiam suas propriedades, abandonavam seus negócios, e passavam a viver num clima celestial, como se o próprio Céu houvera baixado a Terra. Mas a data marcada passou, e Jesus não veio.
Quem errou, Miler? A Bíblia? Desapontados, o grupo daqueles que esperavam o advento de Cristo logo se põe a reestudar a profecias e identificarem seu erro. Descobrem que não haviam errado os cálculos. A data estava certa. Mas haviam cometido um erro de interpretação. Os 2300 anos estavam corretos, a data de início e fim também conferiam. Mas haviam-se equivocado sobre o assunto do santuário. Logo perceberam que a Bíblia não dá nenhum suporte para crer que a Terra é um santuário. O santuário que Daniel se refere, é um santuário literal, não feito pelas mãos de homens, mas um santuário celestial, cujo sumo-sacerdote é o prórpio Cristo.
Leiamos Hebreus 8:1 e 2. O apóstolo João, em visão profética viu o santuário de Deus. Veja Apocalipse 11:19.
Portanto, no final dos 2300 anos, em 1844, deveria ser purificado o santuário celestial. Mas como se dá isso? Como funciona a purificação do santuário celeste? Poderá haver algo no Céu que necessite ser purificado?
A chave para responder a estas questões encontra-se no ritual do santuário terrestre. Na verdade, em todo o cerimonial do santuário terrestre Deus estava querendo ensinar ao Seu povo as preciosas verdades do plano da salvação e a libertação do pecado.
Ellen White diz: “O assunto do santuário..., deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus.” Cristo em Seu Santuário, 117.
Portanto, para que conhecamos a obra de Cristo no santuário celestial, vamos conhecer um pouco da obra que era exercida no santuário terrestre.
Dia após dia, o pecador arrependido levava sua oferta à porta do tabernáculo [santuário terrestre], e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessava seus pecados, transferindo os pecados, figuradamente, de si para o sacrifício inocente. O animal era então morto. Pois “sem derramamento de sangue”, diz o apóstolo, “não há remissão de pecado.” A lei de Deus, sendo violada, exige a vida do transgressor. O sangue, representando a vida que o pecador perdera, pecador cuja culpa a vítima arrostava [sofria], era levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca contendo a lei que o pecador transgredira. Por esta cerimônia, o pecado transferia-se, mediante o sangue, em figura, para o santuário. Cristo em Seu Santuário, 92.
Todos os dias do ano o mesmo ritual repetia-se e o acúmulo de pecados no santuário exigia que em determinado momento tivesse lugar uma purificação, uma limpeza, ou aquilo que a Bíblia chamada de expiação. Essa obra especial tinha nome e data marcada para acontecer no santuário terrestre. Chamava-se Dia da Expiação.
O mês, era o sétimo mês do ano, o Tishri. No décimo dia deste mês todos os israelitas eram convocados, e acordavam expectantes. Com o coração contrito e afligindo-se a alma e o espírito, despertavam para um dia incomum. Esse dia era o principal dia no sistema de cultos. Ele era chamado de sábado, independente do dia da semana que caísse. Cada família israelita deveria desde o dia anterior fazer preparativos para esse dia, o dia da expiação do santuário. Ao acordarem deveriam se por em espírito de oração, profunda humilhação, súplicas e jejum.
Ler Levíticos 16:29-31.
Todos, em oração, deveriam fazer um profundo exame da alma, e sondar os mais profundos e não confessados pecados, e arrependidos, confessá-los. Deveriam orar não apenas por si, mas pelo seu povo e pelo sumo sacerdote, que os representaria diante do Todo Poderoso Senhor dos Exércitos.
Por isso, em expectativa aguardavam a ministração do sacerdote para a purificação do santuário, para saberem se haviam sido aceitos no favor de Deus e seus pecados eliminados.
A obra do sacerdócio no dia da expiação consistia no seguinte: além do sacrifício diário, os sacerdotes ofereciam um sacrifício maior e especial, demonstrando que a misericórdia de Deus estava ao alcançe de todos. A porta da graça ficava tão escancarada quanto permitiam suas dobradiças.
O Sumo sacerdote preprava-se então para os ritos sagrados, primeiramente banhando-se e vestindo sua simples vestimenta de linho. A seguir ele oferecia uma ovelha  em favor de si mesmo e em favor dos sacerdotes que lhe ajudavam. Depois de entrar no lugar santíssimo, que só ele poderia entrar uma vez ao ano e nesse dia, então ele aspergia o sangue da sua oferta sobre a tampa da arca, que a Bíblia chama de propiciatório. Quando terminava de fazer isso, banhava-se novamente, vestia as roupas de sumo sacerdote e oferecia mais dois sacrifícios, um por si e outro pelo povo.
Depois disso eram trazidos dois bodes. Por sorteio um era escolhido para ser sacrificado, e o outro ficaria vivo. O sangue do bode sacrificado era levado para dentro do santuário, no mesmo lugar onde aspergiu o sangue momentos antes, em cima da arca. Fazia a mesma coisa no altar de incenso e no altar dos sacrificios.
O bode vivo era então trazido, e o sumo sacerdote pondo as mãos sobre a cabeça do animal, transferia para ele os pecados e responsabilidades que acabara de remover do santuário. Um homem levava esse bode para o deserto para que ali morresse. O banimento do bode vivo, carregando os pecados, deixava o santuário e o povo em estado de pureza ritual. Assim tudo fora purificado, e o sacerdote saia para abençoar o povo jubiloso por terem entrado nos favores de Deus.
Assim como o sumo sacerdote, Jesus Cristo, o sumo sacerdote dos homens, entrou no lugar santíssimo do santuário celestial em 1844 para iniciar a purificação. Hoje, ele está realizando esta obra, pois cada pecado confessado é transferido ao santuário celestial, onde Jesus intercede por nós.
Mas uma grande e preciosa verdade desta doutrina bíblica não está apenas focada na obra de Cristo em nosso favor, e sim na nossa condição em relação ao tempo que vivemos. Levíticos 23:28-30 diz: “Nesse dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus. Toda pessoa que nesse dia não se afligir, será eliminada do seu povo. Toda pessoa que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo.”
Se no dia da expiação em Israel o povo deveria afligir sua alma e se humilhar profundamente, quão solene é o tempo que estamos vivendo e a seriedade com a qual deveríamos encarar este momento! Cristo está no santíssimo. O Sacerdote dos homens, o Santo dos santos está a purificar o santurário celestial, estamos vivendo no dia da expiação, mas qual tem sido nossa postura?
A ordem ao povo no dia da expiação era afligir sua alma, do contrário seriam eliminados. Cristo entrou no santíssimo para fazer expiação dos pecados da humanidade, e perguntamos: estamos afligindo nossa alma hoje?
“Achamo-nos no grande dia de expiação, quando nossos pecados devem, pela confissão e o arrependimento, ir de antemão ao juízo.”
“Qual é nosso estado neste terrível e solene tempo? Ai, que orgulho prevalece na igreja, que hipocrisia, que engano, que amor ao vestuário, à frivolidade e ao divertimento, que desejo de supremacia! Todos esses pecados têm obscurecido a mente, de modo que as coisas eternas não têm sido discernidas. Não pesquisaremos as Escrituras, para sabermos onde nos encontramos na história deste mundo? Não nos tornaremos esclarecidos quanto à obra que se está efetuando por nós neste tempo, e a atitude que nós como pecadores devemos ter enquanto esta obra de expiação está em andamento? Se temos qualquer consideração pela salvação de nossa alma, precisamos fazer decidida mudança. Precisamos buscar ao Senhor com genuíno arrependimento; importa que, com profunda contrição de alma, confessemos nossos pecados, para que sejam apagados.” Mensagens Escolhidas, Vol. 1 , 124-125.
“Vivemos hoje no grande dia da expiação. No cerimonial típico, enquanto o sumo sacerdote fazia expiação por Israel, exigia-se de todos que afligissem a alma pelo arrependimento do pecado e pela humilhação, perante o Senhor, para que não acontecesse serem extirpados dentre o povo. De igual modo, todos quantos desejem seja seu nome conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro. Deve haver um exame de coração, profundo e fiel. O espírito leviano e frívolo, alimentado por tantos cristãos professos, deve ser deixado. Há uma luta intensa diante de todos os que desejam subjugar as más tendências que insistem no predomínio. A obra de preparação é uma obra individual. Não somos salvos em grupos. A pureza e devoção de um, não suprirá a falta dessas qualidades em outro. Embora todas as nações devam passar em juízo perante Deus, examinará Ele o caso de cada indivíduo, com um exame tão íntimo e penetrante como se não houvesse outro ser na Terra. Cada um deve ser provado, e achado sem mancha ou ruga, ou coisa semelhante.” O Grande Conflito, págs. 479-480.
Igreja, quando vamos ao cinema, ou assistimos determinado filme, estamos afligindo nossa alma? O que comemos, bebemos, as roupas que vestimos, demonstram que estamos mais preocupados com o que? Com nossa vaidade, ou com o tempo no qual estamos vivendo? Investimos naquilo que vai passar ou nas coisas que perdurarão? Quando conversamos com nossos colegas de trabalho, faculdade, até mesmo na saída do culto da igreja, será que estamos afligindo nossa alma?
Este assunto é muito sério. Não houve tempo mais solene do que este que estamos vivendo. Mas será que nós estamos sendo sérios? Será que estamos vivendo solenemente os últimos momentos da história do mundo?
Igreja, quero terminar com um apelo. Hebreus 9:24-28 diz.
Este sacrifício foi feito por você. Mas de nada adiante aceitá-lo e não viver à altura dele. Meu apelo é que desde hoje em diante você viva em atitude de aflição. Não no sentido e desespero e amargura, mas examinando-se constantemente, não deixando pecados escondidos ou acariciados, afligindo sua natureza pecaminosa e subjugando-a em nome de Jesus, entregando a vida nas mãos de Deus, vivendo à imagem e semelhança do Altíssimo, seja comendo, ou bebendo, que façais tudo para honra e glória de Deus. Nosso estudo declarou que vivemos no tempo do fim, bem no finzinho. E repito a mesma pergunta com a qual começei a mensagem: Você Sabe que Dia é Hoje?

Você Sabe que Dia É Hoje?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

|fruto|

Estou ministrando uma série sobre o Fruto do Espírito, no culto jovem da Igreja Adventista Central de Cascavel. Logo vou postar o conteúdo da série. Aguarde.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

|perdoados|

“ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados” I João 1:9.
Depois da morte de um médico escocês, quando seus livros de registros estavam sendo examinados, foram encontradas muitas contas pendentes, sobre as quais estava escrito em letra vermelha o seguinte: “Não podia pagar. Perdoado”.
Sua esposa, de espírito diferente, disse: “Estas contas precisam ser pagas.” E começou a tomar as providências para receber o dinheiro. Durante a audiência decisiva o juiz lhe perguntou: “São de seu marido estes dizeres escritos em tinta vermelha?” Ao que ela respondeu afirmativamente. “Então”, disse ele “não há tribunal que possa obrigar os perdoados a lhe pagarem, pois seu marido escreveu ‘Perdoados’.”
Quando os livros das dívidas dos homens com Deus forem abertos, seu nome terá uma conta enorme, uma lista dos mais diversos pecados, mas ninguém conseguirá lê-la, por que elas estarão borradas com o sangue de Jesus, e ao lado estará escrito: “Perdoado”.
Por que perdão você não merece, apenas recebe, em letras garrafais e "vermelhas".